História

Conheça a história de Mar de Espanha e sua peculiaridades....

Origens do Nome

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HISTÓRIA DA CIDADE:

Conta a história que Mar de Espanha foi fundada pelo mameluco João Maquieira e pelo português Antônio José da Costa, casados com duas irmãs. Os cunhados aventureiros chegaram juntos a região em busca de terras para agricultura. Um dia os dois se desentenderam, a parceria foi desfeita e o português Antônio José da Costa deixou a picada onde viviam. Algum tempo depois, João Maquieira resolveu encontrar um novo local para viver, descendo rio abaixo acabou reencontrando o cunhado e restabelecendo a sociedade. Juntos continuaram desbravando e plantando novas lavouras. Com o passar do tempo foram chegando outros aventureiros e formando colônias e sítios que se transformaram em povoações. Consta também que o núcleo do desenvolvimento do Arraial do Cágado, hoje Mar de Espanha, foi uma modesta rancharia que tinha inicialmente a finalidade de atender a viajantes que passavam pela região, depois a rancharia acabou centralizando interesses econômicos e se tornando uma espécie de “mercado”.

Significado do Nome:

Quanto à origem do curioso topônimo “Mar de Espanha”, existem muitas lendas, mas a mais popular é a que trata da história de dois irmãos espanhóis que mantinham no Rio Paraíba um porto com serviço de balsa para travessia, por ser um rio muito largo os irmãos costumavam comentar com os passageiros que aquele trecho se parecia com o mar, “El mar d’Spaña”, dando origem ao topônimo Mar de Espanha.

Aniversário da Cidade: 10 de Setembro
Gentílico: mardespanhense
População: 11.758 habitantes - censo IBGE/2010

CARACTERÍSTICAS:

Lugar naturalmente bonito. Cenário para você viver momentos inesquecíveis! Cidade encantadora, acolhedora e hospitaleira.

Localização: Zona da Mata no Estado de Minas Gerais

Leste - Micro-região 200 (cidade pólo Juiz de Fora)
Latitude: -21.8686
Longitude: -43.0093
Altitude - 456 metros acima do nível do mar
Ponto mais alto - 1.063m - Pico do Cocais
Área de ocupação - 382 km quadrados
Clima - Mesotérmico
Temperatura-Amena Média Anual-22° C
Precipitação pluviométrica média - 1.200 mm

COMPOSIÇÃO ADMINISTRATIVA

Sede - Mar de Espanha

Distritos - Engenho Novo e Saudade

Localidades-Alpes, Caieira, Cocais, Córrego de
Areia, Estevão Pinto, Minerva e Vila Tonetti

Bairros-Balança, Eldorado, Elite, Floresta, Jardim
Guanabara, Monte Líbano, Nossa Senhora das
Mercês, Nova Mar de Espanha, Santa Clara, Bela Vista e Santa Efigênia.

LIMITES E DISTÂNCIAS INTERMUNICIPAIS
Senador Cortes - 13 km
Pequeri-16km
Guarará-24km
Chiador-24km
Santana do Deserto - 39 km
Maripá de Minas - 38 km

DISTÂNCIAS DE GRANDES CENTROS E
OUTRAS CIDADES DA REGIÃO

Belo Horizonte - 312 km
Rio de Janeiro - 135 km
São Paulo-440 km

As origens do surgimento do Município de Mar de Espanha/M.G.

Estão relacionadas com a importância da Zona da Mata Mineira no século XVIII. A região, ocupada inicialmente pelos índios puris, coroados e coporós, atraiu maiores atenções após a abertura do Caminho Novo, construído nos primeiros anos do setecentos. Este caminho ligava o Rio de Janeiro à região das Minas e era utilizado para o escoamento do ouro. Dessa forma, a Coroa tentava combater o contrabando e o tráfico deste produto por outros caminhos. Para intensificar ainda mais essa fiscalização, cujo transporte era feito em mulas, surgiram postos de registro, dando origem a cidades como Barbacena e Matias Barbosa. Outros povoados, como Santo Antônio do Paraibuna (Juiz de Fora) e Nossa Senhora das Mercês do Cágado (Mar de Espanha), surgem em função de hospedarias e armazéns. A distribuição das sesmarias na zona norte de São Manoel do Pomba teve início em 1768 e, a partir desse momento, a Zona da Mata adquire novo
margens do Rio Cágado onde passa a confrontar com terrenos da muncipalidade; prosseguindo pelo referido rio alcançando a “Ponte do Maurício“ da Rodovia Mar de Espanha – Bicas (MG-126) onde consta Placa determinando o Perímetro Urbano da Sede do Município. Deste ponto desce pela referida caudal até o ponto de partida, ou seja, o MACRO “0“. – Área do Perímetro Urbano – 14,5 Km2.” No Artigo 2º, a determinação de que o Poder Executivo Municipal, estava autorizado a determinar a colocação de marcos em todas as passagens de estradas municipais sob sua administração. Este perímetro redefinido abrange área significativa, recortada pelo Ribeirão São João e tangenciada pelo Rio Cágado, com grandes extensões de glebas passíveis de expansões urbanas.
A organização administrativa atual do Município integra os poderes Executivo e Legislativo. O Poder Executivo perpassa os cargos de Prefeito e Vice-prefeito com um organograma funcional que envolve dois assessores, um de Gabinete e o outro Jurídico, além de inúmeros cargos, a começar pelos cargos de Agente Administrativo, o de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Vigilância da Saúde, Auxiliar de Serviços Gerais, Assistente Técnico Educacional, Assistente Administrativo, Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Saúde, Auxiliar de Serviços Gerais, Assistente Social, os Chefes de Divisão e Sessão, os Coordenadores de Serviço 1, Serviço 2, de Campo e Vigilância Sanitária, Digitador. Ainda temos os cargos de Eletricista, Enfermeiro, Enfermeiro PSF Fiscal de Tributos, Fisioterapeuta, Gari. Estes cargos são subordinados a Diretorias, assim temos o Diretor Agropecuário de Meio Ambiente, o sr. Sérgio Roberto Gavioli, a Diretora do Departamento de Assistência Social Katia Mary da Silva, o Diretor do Departamento da Fazenda Lúcio Carlos Silva Rodrigues, o Diretor do Departamento Administrativo Financeiro, José Augusto Tostes, o Diretor do Departamento de Serviços Urbanos Willer Martins Tassi, a Diretora do Departamento de Educação, Maria Lydia Martins Moreira, o Diretor do Departamento de Saúde Jorge Ajax Brovini além dos cargos de Diretor Escolar. Por fim, a Câmara Municipal é composta por 9 (nove) Vereadores com mandato de 4 (quatro) anos (2005/2008).

CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO papel na economia colonial brasileira. Formam-se unidades agropecuárias, basicamente com o plantio de milho, feijão e mandioca e criação de gado bovino e suíno, atividades voltadas para o abastecimento da região mineradora e para exportação para a província do Rio de Janeiro. A ocupação efetiva da Zona da Mata sul – vales do rio Paraíba e dos afluentes Preto, Paraibuna e Pomba – iniciou-se em 1817 com a migração de grandes senhores de São João Del Rei e Barbacena que pretendiam estabelecer a cafeicultura de base escravista.

Os primeiros registros de doação de sesmarias são do início do século XIX, aproximadamente nos anos de 1818 e 1819. Na realidade, a região da fronteira política entre as províncias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – vale do Paraíba – adquirira nesse momento um perfil próprio. Esta região formava uma ‘província’ à parte, onde algumas poucas famílias eram proprietárias de grandes extensões. Em Mar de Espanha, os irmãos Ferreira Leite são exemplos deste caso de redes formadas entre a região e a elite mercantil fluminense. Antes de se fixar na cidade, Custódio Leite Ribeiro, o barão de Ayuruoca, passou por Barra Mansa, Vassouras, Valença e Piraí. Acumularam enorme riqueza com a cafeicultura, fato que pode ser observado no inventário de Francisco Ribeiro Leite, irmão do Barão de Ayuruoca, que contém uma das maiores fortunas da Província na época. Com a inserção do café, alguns núcleos urbanos tiveram início. Uma das preocupações do grande senhor era com a religião. “Tão logo podia, o mais afortunado dentre eles faria a doação do ‘patrimônio’, ergueria a capela ou igreja”. Em torno das capelas, segundo Celso Falabella, formar-se-iam as “Cidades de Domingo”, ou seja, movimentação urbana que se dá após as missas. Era a oportunidade para encontros e conversas entre as comunidades que viviam isoladas em fazendas muito distantes umas das outras. “Desde as primeiras implantações, a igreja era o foco e o elemento polarizador dos grupamentos mineiros, em termos não somente sociais, mas também, (...) espaciais.”
Em 1820, Mar de Espanha já possuía algumas fazendas, e o marco de seu desenvolvimento urbano era uma hospedaria na rua Nova (atual rua Major Antônio Barbosa, no bairro Centro), local utilizado para abrigar viajantes com destino à Aplicação de São João Nepomuceno ou à Freguesia de São Manoel, vindos da Corte. Em 1840, existiam aproximadamente 20 casas, no caminho que ia do largo da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Mercês (ainda uma capela) até a hospedaria da rua Nova. Até essa época, a rua do Comércio (atual rua Estevão Pinto) “era apenas mata”. Em 10 de setembro de 1851, o curato de Nossa Senhora das Mercês do Cágado é elevado à categoria de vila, recebendo então o nome de Villa de Mar de Hespanha, e, em 1859, a elevação à categoria de cidade.12 Duas décadas depois, a ligação ferroviária era cogitada, assim, em 13 de junho de 1876, “...Lei provincial nº2.224 (...) autorizou o Presidente da Província a conceder privilégio por 50 anos para construção,uso e gozo de uma estrada de ferro entre a estação de Serraria (da E.F.D.Pedro II) e a povoação do Espírito Santo do Mar de Espanha, com um ramal do ponto mais conveniente para a cidade do Mar de Espanha, devendo prolongar-se até S. João Nepomuceno.”13 Em outubro de 1878, Lei Provincial determinava a construção do ramal para a cidade do Mar de Espanha, como uma das condições para a concessão dos favores e privilégios que permitiam o funcionamento da Companhia Estrada de Ferro União
12 Quanto à denominação da cidade, a versão mais conhecida é a de dois espanhóis, Antônio José da Costa e João Maquieira, que se estabeleceram à beira do rio Cágado. Certo dia, ao observar um trecho do rio e, cheios de nostalgia, um deles exclamou: “Parece o mar da Espanha!” E ficaram por ali, trocando mercadorias com aqueles que passavam pelo rio. Mais tarde, durante a ocupação efetiva da região, um fazendeiro adotou este nome para sua fazenda. Outra versão, ainda em estudo, é que a inspiração tenha vindo de um antigo nome da praia da Lapa, no Rio de Janeiro. 13 PEREIRA, Clodomiro. Estrada de Ferro Leopoldina. Texto gentilmente cedido pelo historiador ferroviário Monachesi.

 

Ambiente Natural – aspectos relacionados à hidrografia, clima, relevo, cobertura vegetal e geologia.
O clima do Município de Mar de Espanha pode ser classificado como tropical de altitude, sendo a temperatura máxima anual de 23,7ºC e a mínima em torno de 15,4ºC, o índice médio pluviométrico é de 1646,6 mm/ano. Mar de Espanha se insere na Bacia do rio Paraíba do Sul, sendo está localizada em três Estados, a saber, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Destaca-se no rio Cágado como principal corpo hídrico do Município. A rede Hidrográfica do município é caracterizada pela presença
Mineira, sendo que esta companhia iniciou as suas atividades em janeiro de 1877. Em maio de 1879, foi aberto trecho do itinerário ferroviário ligando Serraria a Bicas, um percurso com 49 quilômetros. Entretanto, com relação ao ramal de Mar de Espanha, este não foi concluído neste período, tendo em vista que a Lei Provincial nº 2.893 de 22 de outubro de 1882, dispensou a Companhia União Mineira da obrigação de construir o referido ramal. Com isso, os privilégios e favores seriam oferecidos a quem se encarregasse da construção da via férrea ligando Mar de Espanha até Chiador. Entretanto, na mesma data a Companhia União Mineira recuperaria o direito da construção do ramal de Mar de Espanha. Tal direito seria transferido para a Companhia Leopoldina, posteriormente transformada em the Leopoldina Railway, transferência esta pela encampação, realizada em 12 de agosto de 1884, da União Mineira por esta companhia. O ramal de Mar de Espanha foi efetivado, nas décadas seguintes, com ligação a Pequeri, passando por Urucana, e serviu para o escoamento da produção agrícola, pecuária, além do importante transporte de passageiros.
Com o declínio da produção cafeeira, o desenvolvimento urbano começa a se intensificar, com as aglomerações no entorno da igreja, assim, temos o grupo dos “desprovidos” (forros): Igreja de Santa Efigênia; o grupo dos remediados (forros e “brancos livres”): Igreja do Rosário; o grupo dos nobres: Igreja de Nossa Senhora das Mercês; o grupo dos nobres II: Igreja de Santo Antônio. Estas divisões revelam estratificações por classes sociais, que se materializam no processo de ocupação do território, assim, a expansão partindo da rua Nova, em direção à Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de Santo Antônio e do Rosário, posteriormente originando o Centro e o Bairro Jardim Guanabara.
Na continuação, como alternativa econômica após a redução gradativa do cultivo do café, temos a ascensão da pecuária leiteira concomitante ao desenvolvimento da extração do mármore, nas primeiras décadas do século XX. A partir da década de 1950 inseriu-se no contexto econômico mardespanhense uma nova atividade: a lapidação de diamantes. Essa atividade marcou o crescimento e o desenvolvimento do bairro Jardim Guanabara, o mais populoso da cidade. Na atualidade, a pecuária leiteira, a produção de paleta, como subsistência, os serviços públicos e o pequeno comércio, com destaque para a principal atividade econômica que envolve a confecção de roupas íntimas.

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